sábado, 23 de dezembro de 2006

raiva

Céptica quanto á humanidade
é o que sou o que sinto
tanta mas tanta indignidade
observo,já nem a pressinto

Nada me surpreende
porque em nada confio
com os anos tudo s'aprende

Os tambores da revolta
da guerra, da morte
em meu redor retumbam
por vingança ecoam

olho para trás e sorrio
e espero...espero...espero...
e pacíficamente espero
sei que não tardará e sorrio

E quando o dilúvio chegar
quero ver, quero bem olhar
a humilhação e a dor
patenteados em esgares de horror

levantar-me-ei então
e pacificamente continuarei
pois este mundo eu olharei
com todo o meu cepticismo

P'ra mia guitarra voltarei
olharei o céu e o mar
acordes nela dedilharei
já que não posso mais sonhar

Sentada em meu terraço
junto a sinfonia á do mar
porque saberei sempre o que faço

Dedilho uma nota e outra
no ar volteiam e desfazem-se
ao longe ainda ouço
meu coração a bater

Estrangulo o estupido soluço
que nunca deixarei sair
tanto queria ainda sonhar
porque em mim tiveram de o matar

Zedlav