terça-feira, 19 de dezembro de 2006

Ainda te procuro na multidão
No silêncio de meus pensamentos
Será que perduro no teu coração
Ou p'ra trás fiquei no esquecimento

Em ti fez-se dia meu olhar
Perdi-o e nunca mais o recuperei
Minha boca fez-se p'ra te beijar
Meu olfacto teus odores cheirei

O meu corpo ao vento abandonei
P'ra não ser tua para quê tê-lo
A maciez da tua mão recordarei
O teu amor é o meu flagelo

E nessa multidão em que te busco
Sei que não mais te encontrarei
Fez-se em mim crepusculo
Só tua imagem em mim preservarei

E quando tento ainda recordar
Momentos tão longinquos, como belos
As imagens esbatem-se
Minhas aguarelas a desmanchar

Perco-me na vida sem sentido
Meu norte há tanto que não existe
Só um lamento contido
E a lembrança que pressiste

Não te posso na multidão encontrar
Porque sei que não existes mais
Sómente por ti ainda posso orar
Nossos caminhos não se cruzarão jamais
Zedlav